Aurora Boreal – Outubro de 2016 – Noites inacreditáveis

Era início do mês de outubro e os preparativos para a saída do Brasil eram os melhores possíveis. Na previsão de médio termo, tudo indicava tempo bom, poucas nuvens por toda a viagem. Muitas vezes isso muda com o passar dos dias mas prognósticos positivos são sempre animadores.

Seria nossa última saída da temporada de outono, época de clima ameno no Ártico. Falando em outono, sempre me perguntam por email ou pessoalmente qual é a melhor época para viajar em busca da aurora e a resposta é invariável. Depende… A radiação que forma a aurora boreal vêm do sol, independente se é primavera, verão ou inverno por aqui… O que vai variar entre viajar nos meses de outono ou inverno é o clima no termômetro e o visual da paisagem. Enquanto no inverno o clima é bem rigoroso, podendo ser até hostil, com muita neve e tudo branco, nos meses de outono, como este mês de outubro, não pegamos neve no chão, só nas montanhas, conseguimos ver a aurora sem grande sofrimento físico quanto ao frio, a vegetação fica colorida, as bétulas amarelas. Agora, quanto à aurora, tanto faz, vai depender da sorte, da radiação que estará chegando à Terra naquele período e de nossa pesquisa para conseguir fugir direitinho das nuvens quando preciso e possível. Só não dá para ver a aurora no Ártico do meio de abril até o fim de agosto, mas nada a ver com a radiação vinda do sol. Essa continua, auroras permanecem se formando, só não podem ser vistas  por que o sol não se põe completamente. A radiação do sol chega na Terra, a aurora fica lá no céu mas a pessoa não vê apenas por causa da claridade 24 horas. Por esse motivo só viajamos de setembro até março, quando volta a anoitecer normalmente.

Assim partimos para a última viagem antes da chegada do inverno e do frio extremo. Grupo grande, como sempre com participantes de vários estados brasileiros, uma família inteira de médicos do nordeste muito gente boa, como normalmente é o pessoal daquelas terras. No meu íntimo, tudo tranquilo pois na maioria das vezes viajo meio preocupado com o tempo, com as nuvens, mas aquele grupo aparentemente ia dar menos trabalho quanto a isso.

Ao voarmos de Oslo para as ilhas Loføten, já no oceano Ártico, o visual era incrível. Na conexão na cidade chamada Bodø entramos no pequeno bimotor que nos levaria até o pequeno aeroporto da capital da Ilha, Svolvaer, praticamente só com nosso grupo dentro da aeronave. Da janela a vista “enchia” os olhos. Esse voo é sempre surreal mas com tempo todo aberto sem dúvida é indescritível. Voando baixo, próximo aos cumes das montanhas íngremes, sob o mar da cor do Caribe entre fiordes, escarpas e casinhas coloridas, parecia um sonho. Nesse clima pousamos e desembarcamos para dar início a nossa grande viagem.

Abaixo foto de nosso grupo assim que pousamos em Svolvaer no bimotor:

Como de praxe fizemos o traslado do grupo, as bagagens foram levadas pelo nosso apoio em terra. Quase em frente ao nosso hotel fica o melhor restaurante da cidadezinha cujo nome é BACALAU e para lá nos dirigimos para comer o famoso pescado em seu lugar original, fresquinho, direto do mar da Noruega que banhava o cais do restaurante. Nas pesquisas do dia, já sabia que teríamos aurora boreal no céu, havia radiação suficiente para um show bem legal e só bastava torcer para que a quase imprevisível cobertura de nuvens das Ilhas Loføten não pregassem alguma surpresa.

Como fazemos todas as noites, saímos por volta das 19 horas com destino a uma praia que gosto bastante por vários motivos. É afastada das luzes da cidade, mas não muito distante do hotel, é virada para o norte, quase não passa ninguém, é plana e bastante confortável para ficar com o grupo. Foi só sair das luzes artificiais, chegar no escuro, desligar o farol e pronto, a aurora estava lá e era apenas a primeira noite.

Para melhorar o lugar ainda era mágico, um monte de ovelhas pastando saíram assustadas com as luzes das vans, mal se importando que sobre elas estivessem dançando as luzes da aurora boreal, algo tão raro e incrível para nós seres humanos. Lembro que a cena de ovelhas com a aurora boreal foi tão inusitada que minha primeira reação foi correr para tentar fazer um quadro fotográfico de aurora + praia + ovelha….rsrsrs. Quase esqueci que na van tinha um monte de gente que antes de qualquer coisa precisava ver a primeira aurora da vida delas.

Como sempre faço e, com ainda mais contundência nos casos da primeira aurora do grupo, voltei pro carro com a câmera já gritando:

“Desce galera!”  “Desce rápido!” “Agora, agora…”

A Aurora já estava no céu, lindona, para todos verem e quando isso acontece confesso que sempre fico meio empolgado demais….rsrs

Van parada sobre as luzes da aurora na beira mar:

Como brasileiros que somos, as reações com todos os grupos são quase sempre as mesmas, principalmente nas primeiras impressões. Alguns gritos e palavrões, o nome de Deus é gritado aqui e ali, a sensação é realmente de choque!  A primeira vez que uma pessoa – que sonha um dia ver algo como as raras luzes da aurora boreal – consegue atingir esse objetivo, sente como se um grande sonho tivesse sido alcançado de repente, de forma palpável,  naquele minuto. É muito legal…..

Lembro do pessoal gritando:

“Daniel, o que é isso???”  rsrsrs

Era isso mesmo, a aurora boreal rapidinho na primeira noite.

Nessas horas penso nesse trabalho, nessa atividade, e no prazer gigante que ela traz não só pelo inusitado e pela aventura que eu tanto gosto. Mas também  pela enorme gratificação que acabo sentindo em compartilhar meu sonho com outras pessoas parecidas, em dividir esses momentos com eles, em viver tanta coisa mágica e positiva. Momento que no fim das contas marcam a mim e a todos, para sempre!

Naquela noite ficamos ali, com temperaturas positivas, sem sofrer com frio, vans paradas na beira da praia no oceano Ártico, as luzes sobre o mar formando uma espécie de cortina balançando ao vento que ficava forte, fraca,  sumia, voltava…. O grupo que tinha acabado de se juntar na véspera em Oslo já começava a se tornar quase uma família, unidos pela experiência ímpar que estávamos tendo e que iríamos levar dali para frente. Mas a viagem só estava começando!

Foto daquele momento:

Quando a aurora boreal aparece rápido, o clima durante o resto da viagem fica ainda mais leve, mais tranquilo, a ansiedade e “medo de não ver nada”, algo que – ainda bem –  nunca me aconteceu, vai embora e tudo vira festa.

No dia seguinte, ainda com tempo bom, fomos ao tradicional passeio ao museu viking em Børg e vilarejo pesqueiro de Hennigsvaer. Ao escurecer o tempo continuava estrelado e a radiação formadora da aurora  ainda mais forte. Decidi mudar de lugar, ir para outra região afastada, também virada pro norte e lá tivemos nosso segundo dia de aurora boreal forte.

Nessa segunda noite paramos a van, ligamos a caixa de som sem fio que sempre levo junto e a aurora formava uma espécie de corda se retorcendo de um lado ao outro do céu, como uma cobra viva que na parte superior de nossas cabeças se abria como em um leque em alta velocidade. Fica difícil descrever com palavras, segue o vídeo:

Obs: este vídeo assim como muitos outros também se encontram aqui neste site na Aba VÍDEOS no link: http://geotrip.com.br/videos/

Algumas fotos da mesma noite:

Na manhã seguinte, todos felizes e satisfeitos com os dias anteriores, era hora de fazermos o passeio até o sul das Ilhas Loføten. Terra dos antigos Vikings e da pesca do bacalhau, as Ilhas são  interligadas por pontes e túneis por baixo dagua em cerca de 150 km de norte ao sul. Por todo esse nosso trajeto podemos, sempre, contemplar as enormes montanhas e paredões saindo do mar entre os fiordes de águas transparentes com casinhas coloridas dos pescadores tipo palafita, até chegarmos ao ultimo vilarejo chamado Reine, a quem gosto de apelidar carinhosamente de “Terra Média” por me fazer lembrar do filme “Senhor dos Anéis”. Essa região já foi considerada pela revista National Geographic como uma das mais belas do mundo.

Abaixo foto do grupo em Reine (“Terra Média”)

Assim como no mês anterior, setembro, saímos da Ilha Loføten após o terceiro dia sem usar o navio Hurtigruten em direção à Tromsø, como normalmente fazemos em todos os nossos grupos. Apenas nos grupos dos meses de outono (setembro e outubro) de 2016 nós modificamos o roteiro e, ao invés de Tromsø, optamos por deixarmos as Ilhas pelas pontes, por via terrestre, até a região da cidade de Narvik. Lá, poderíamos conhecer a região do Parque Nacional de Abisko, na Suécia, pouco além da fronteira com o município de Narvik que fica na Noruega. A escolha não foi em vão, Abisko possui um micro clima especial, o tempo quase nunca fecha por lá, possui um belo lago chamado Thorn, e não tem qualquer cidade e poluição de luz por perto. Ou seja, é um dos melhores lugares do mundo para se observar a aurora e era por isso que estávamos experimentando essa alteração no roteiro.

Após uma viagem de meio dia contornando os fiordes da parte norte das Ilhas Loføten enfim chegamos à Narvik. Cidade que, como em toda Noruega, embora pequena possui completa estrutura, bons hotéis e um passado histórico. Narvik foi palco de diversas batalhas na segunda guerra quando Hitler dominou a região para transportar o minério sueco que alimentava a maquina de guerra nazista, e seguia para a Alemanha através dos portos da Noruega dominada.  Ao chegar no hotel o tempo não estava muito bom, tinha bastante nuvem no céu mas sabíamos que o dia seguinte seria de tempo aberto e cheio de atividades. Assim, decidimos dormir, descansar para no dia seguinte sairmos cedo para o parque sueco a fim de  explorarmos a região e tentar ver a aurora quando voltássemos a noite de lá.

Ao acordarmos no dia seguinte era só alegria no café da manhã, céu azul, lindo, tudo colorido, a radiação que deveria formar a aurora boreal estava prevista para ser forte, o tempo deveria se manter aberto, estávamos a 60 km de Abisko, o dia tinha tudo para ser inesquecível, e foi!

Pegamos a estrada e 40 minutos depois chegamos a Riksgransen, fronteira com a Suécia e que nesta região da Escandinávia muda não só no mapa, mas também nas características geográficas do local. Acabam-se os  fiordes e montanhas íngremes, típicos de todo o território acidentado da Noruega e começam os planaltos cheios de pinheiros e lagos.

Placa da fronteira Suécia x Noruega

Chegamos ao Parque Nacional de Abisko, local que só havia estado duas vezes, a primeira filmando um episódio pro Canal Off em que fizemos uma árdua travessia pela tundra e outra com o grupo do mês anterior, ambas com tempo fechado. Dessa vez o tempo estava perfeito, sem uma nuvem sequer no céu e o sol, baixo no horizonte, típico das regiões polares, refletia no imenso e isolado lago Thorn. Passeamos pelo cânion do parque nacional, uma cachoeira com rio caudaloso límpido e transparente correndo entre as paredes de rocha, uma das maravilhas naturais da Suécia.

Grupo no marco do Parque Nacional de Abisko

No fim de tarde resolvemos improvisar e fazer um comes e bebes, tipo queijos e vinhos que havíamos comprado no caminho. Achamos algumas lenhas,  fizemos uma fogueira com uma espécie de grelha e churrasqueira e começamos a comemorar aquele dia especial enquanto esperávamos o sol se por.  Esse tipo de improvisação, muito comum em nossas viagens,  é uma característica que nos diferencia dos pacotes de viagem padrão, onde nos permitimos mudar as atividades pré estabelecidas e amarradas que seriam lugar comum em um roteiro engessado.  De forma livre é sempre muito melhor!

   

Algum tempo depois começou a escurecer e eu, já sabendo da previsão da aurora, comecei a ficar inquieto, mas calado para não gerar expectativa na galera. Bastou ficar um pouquinho escuro e pronto, logo surgiu o arco da aurora boreal, ainda antes de escurecer totalmente, bem à frente de nós, em cima da fogueira, sem qualquer trabalho. Inacreditável.

Lembro de avisar ao pessoal que ela já estava lá no céu, ainda meio apagada por não ter escurecido totalmente e a empolgação foi total. Esperei mais um pouco, andei alguns metros e resolvi fazer essa foto abaixo para registrar o momento.

Eu adoro essa foto, não só por ter tido uma certa dificuldade em fazê-la ao enquadrar as pessoas, fogo e a aurora sem estourar no mesmo click, mas por que a vibração positiva do grupo neste momento realmente estava no máximo!  Lembro ainda com muito carinho desse fim de tarde, são momentos como esse que marcam a memória de nossas vidas.

Como diz o velho ditado:

“A vida não é feita dos momentos em que você respirou, mas sim dos momentos em que você perdeu o fôlego”.

Logo que escureceu de vez a aurora veio com tudo, o pessoal se espalhou andando pelas trilhas e beira do cânion em uma pequena aventura, como se estivéssemos em um parque de diversão para adultos. Uns foram pro carro pegar câmera e mais casaco, outros saíram olhando pro céu, por cerca de meia hora andamos por ali. Logo depois nos reunimos e propus que entrássemos no carro e nos isolássemos para um local bem ermo, longe da fogueira, e próximo ao lago para vermos a aurora refletida na água.

No pequeno trajeto que seriam de 15 minutos tivemos que parar as vans umas 2 vezes de tão forte que a aurora estava. Nesses momentos, enquanto vemos a aurora pelo vidro do carro, é sempre comum os gritos para pararmos um pouco para não perdermos um segundo sequer do show. Fica uma loucura dentro da van, é muito engraçado!

Finalmente paramos na beira do lago Thorn, uma das jóias da Lapônia sueca, e a aurora descrevia um arco perfeito refletindo na água, fotos abaixo:

Ficamos horas por ali, observando os movimentos das luzes como cortinas ao vento, confraternizando, tirando um montão de fotos. Em determinado momento a aurora saiu de sobre o lago e ficou mais forte, como um jato enorme de luz bem atrás de um morrinho que ficava à nossa direita, ao lado da beira do lago. Olhei o visual, os galhos das bétulas sobre o tal barranco e pensei que ali devia estar com um visual incrível para fotos. Na empolgação de sempre, chamei o pessoal e uma parte do grupo me seguiu, subindo no meio dos gravetos de forma atabalhoada e logo chegamos no topo. Ali de cima podíamos ver outra parte do lago, com 2 arcos de aurora, um sobre o outro, muito fortes, em contraste  com a silhueta dos muitos galhos secos das árvores que haviam acabado de perder suas folhas naquele mês. Ali pude fazer várias composições diferentes que, olhando depois, gostei muito, e acabaram como uma das minhas favoritas como essas abaixo:

Ficamos horas ali na beira do Thorn até cansar, no que chamamos de “overdose” de aurora boreal, algo tão bom quando acontece. A característica geográfica daquele lugar especial, ainda mais sendo minha primeira vez que via as luzes dali, marcou profundamente à todos nós. Decidimos voltar para nosso hotel em Narvik e por todo o caminho a aurora permanecia dançando pelo parabrisa, até atravessarmos a fronteira de volta a Noruega quando o tempo fechou, finalizando aquela noite que nunca mais irei esquecer.

Depois de 2 noites em Narvik viajamos de van por 5 horas até nosso tradicional chalé em kilpisjarvi, Lapônia Finlandêsa. Meio que sem pensar nisso, de fato aquele grupo estava entrando no terceiro país em apenas uma semana de viagem. Noruega, Suécia e agora o chalé nos confins do extremo norte da Finlândia. Poderíamos chamar esse roteiro de outubro de aurora boreal na tríplice fronteira pois, como irei narrar a seguir, a aurora boreal não nos deixava. Na verdade as luzes que nos caçavam e não o contrário.

O tempo continuava aberto também em kilpisjarvi e era a noite onde iríamos fazer a já tradicional confraternização, ouvindo musica, comendo, bebendo, nos banhando na sauna, no lago local e na jacuzzi coletiva. O sol se pôs, as estrelas apareceram e a aurora boreal “explodiu” novamente no céu, bem em cima de nós que não precisamos sequer sair dali.

Por muitos anos levo meus grupos a esses chalés maravilhosos e com toda estrutura em Kilpisjarvi mas o Spa com sauna coletiva, cozinha, jacuzzi grande e mergulho no lago havia sido inaugurado recentemente. Nunca havia tido a oportunidade de ver a aurora boreal com um grupo ali, de sunga, bermuda, maiô, biquíni, dentro de uma jacuzzi tomando vinho, sem passar nenhum aperto com o frio. Aquela era a primeira vez e o grupo de outubro, mais uma vez, se mostrou com muita sorte e estrela.

Abaixo as fotos do pessoal na jacuzzi enquanto a aurora boreal dançava no céu:

Nessa noite fizemos um filme do ocorrido, acho que pela primeira vez no mundo alguém filmou uma aurora como aquela, com um equipamento novo como aquele capaz de filmar as luzes em tempo real, e com o agravante de ter um monte de gente de roupas de banho e festejando como se fosse a coisa mais normal do mundo ver a aurora naquelas condições. Tudo muito surreal! A cada dia que passava as noites se tornavam ainda mais surpreendentes!

Lembro que observei a cena inusitada com a galera molhada e observando a aurora com vinho na mão, outros dentro da água, aquele monte de brasileiros barulhentos, e imaginei que aquilo era muito louco.  Pensei, “isso é matéria para JORNAL NACIONAL com William Bonner falando”.  Por mais que eu já tivesse visto aurora boreal de tudo quanto era jeito antes, aquilo já era demais. Aí gritei pro meu sócio-primo-parceiro e cinegrafista chamado Jonathas Japor.

Trás a filmadora correndo meu irmão!

Ele chegou, combinei que faria uma breve apresentação e que depois ele deveria jogar a lente em direção às luzes. Tudo no improviso, e rapidinho, como sempre acontece em momentos assim.

Comecei o bla, bla, bla de que estávamos ali na Lapônia vendo a aurora e, de repente, olho para trás enquanto falava e a aurora pega força do nada, começa a se mexer freneticamente e a filmagem acabou do jeito que vocês podem observar aí embaixo. As luzes pareciam descer, quase tocando na gente, balançando, vibrando e quando fica assim,  nem em desenhos da Disney se compara.

Video abaixo:

 

Obs: este vídeo assim como muitos outros também se encontram aqui neste site na Aba VÍDEOS no link: http://geotrip.com.br/videos/

Após 2 noites no nosso querido e isolado chalé no meio do nada retornamos em outra viagem de algumas horas até Narvik, onde finalizaríamos a inesquecível viagem descansando no hotel antes de voltar ao Brasil. Mas, como havia dito, a aurora estava nos caçando, não nos deixava de forma alguma e ao chegar ao hotel não foi possível dormir cedo e descansar, novamente.

Eram cerca de 8 da noite quando me preparava para dormir, descansar da estrada e voar no dia seguinte quando toca o WhatsApp do grupo…

“Daniel, corre, a aurora ta aqui fora, dá pra ver da janela do hotel e está muito forte”.

Eu não podia acreditar, estávamos no centro de Narvik, em um prédio de quase 20 andares, cheio de luzes da cidade para atrapalhar a visão do céu, mas a aurora tava tão forte que mesmo assim o show continuava até mesmo pela janela do hotel.

Parte do grupo desceu para ficar vendo de um terreno meio escuro, um estacionamento ao lado do hotel. Outra parte do grupo subiu pro bar do terraço. Enfim, mais uma vez sem esforço a aurora boreal vinha nos visitar de forma inesperada e pouco comum. Que viagem era aquela????

Abaixo duas fotos do amigo Joel Pinheiro que nos acompanhou na viagem junto a sua família e que mostram de forma clara o quão absurdo foi poder observar uma aurora tão bonita e forte, sem sair do iluminado centro de cidade.

Aurora Boreal bem em cima do nosso hotel no centro da cidade

Entrada na portaria do nosso hotel

Assim ocorreu nossa ultima noite de viagem, um grupo maravilhoso, uma trip inesquecível e cheia de fatos inusitados. Tenho muito orgulho de ter iniciado essa atividade no Brasil, de ter resultados incríveis e inigualáveis em relação a visualização da aurora boreal por brasileiros em todas as dezenas de grupos que tive a oportunidade de acompanhar. O aproveitamento de 100% no avisamento das luzes em todos os nossos grupos até hoje é algo que nos dá enorme gratificação mas uma coisa é certa – alguns grupos como esse de outubro ficam marcados por terem tido um algo mais que as vezes acontece por sorte ou iniciativa do acaso.

Escrevendo essas palavras deixo um grande abraço para todos os participantes daquela verdadeira epopéia de outubro, vocês fizeram parte de um grande momento da minha vida e tenho certeza de que foi também um marco na de todos vocês.

Forte abraço

Daniel Japor

 

 

6 thoughts on “Aurora Boreal – Outubro de 2016 – Noites inacreditáveis

  1. Top Daniel!! Relembrar é viver! Viagem fenomenal e já te disse.. se quiser ver a Aurora todos os dias da viagem vai ter quer levar a gnt dnv!! Abraço e parabéns pelo trabalho

    1. OMG! Nämde inte Halo 3 allså på listan Epic Fail! Alla Halo spelen förutom Halo wars är bland dom bästa Col-sppeoen. är det spel jag spelat Mest Coop. Diablo 2 tycker inte jag är något Coop spel är ju nästan som wow och det är Multi masive spel. Coop ska vara max 4 pers annars är det inte Coop-spel om ni frågar mig.

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