Grupo de Outubro de 2017- Aurora Boreal quase todos os dias

LOFOTEN

Depois de tantos anos e mais de 60 viagens e grupos buscando a aurora boreal, fica difícil enquadrar qual foi o meu grupo com o melhor aproveitamento em relação à aurora boreal. Mesmo assim, este de outubro teve algumas peculiaridades que o tornam, a meu ver, talvez, o mais “sortudo” de todos os tempos!

Este texto vai ser grande por isso, mas vale à pena ler até o final e também ver todos os vídeos que mostram a aurora boreal em tempo real exatamente como nós pudemos ver a olho nu… Leia até o fim!

Éramos 21 pessoas e após 11 dias de viagem, com 8 deles buscando as luzes,  vimos quase todas as noites, deixamos de ver a aurora boreal apenas uma só delas. Impressionante, mas isto não era exatamente uma novidade. Já havíamos tido grupos assim, inclusive em um deles tivemos a oportunidade de ver todos os dias. Nossos grupos – ainda bem –  normalmente observam muita aurora boreal mas o que tornou esta jornada de outubro ainda mais diferenciada, a meu ver, foi a intensidade espetacularmente forte da aurora ao fim da viagem e alguns outros detalhes que eu passarei a narrar por aqui…

Já no início da viagem vimos as luzes no primeiro dia e é sempre ótimo ver logo que chegamos do Brasil para tirar a tensão, quebrar a expectativa de todos. Sabendo que haveria uma boa radiação, me dirigi a um local que particularmente gosto, viajado para o norte, tranquilo, onde nunca passam carros, na beira mar, repleto de ovelhas e gramado. Chegando lá passamos uma bela noite observando as luzes em um lugar extremamente bucólico.

Além disso, já no dia seguinte,  no primeiro passeio diurno nas belíssimas Ilhas Lofoten, o tempo também colaborava e estava completamente aberto,  permitindo ao grupo observar a beleza geográfica local em todo seu esplendor, o que nem sempre é possível  por causa da instabilidade natural das nuvens nestas Ilhas. Assim a viagem começou extremamente positiva!

 A primeira aurora da viagem de outubro próximo às ovelhas.

 

 Primeiro dia…

 Grupo no vilarejo chamado Reine ao sul das Ilhas Lofoten

 Grupo no vilarejo de pesca do Bacalhau –  Henningsvaer

 Aurora Boreal fotografada ao lado da Casa Viking, ruína em Børg– Museu

A SURREAL AURORA NO NAVIO

No terceiro dia, como sempre fazemos em nosso roteiro, deixamos as Ilhas no navio de cruzeiro Hurtigruten rumo à cidade de Tromsø, no extremo norte da Noruega. O navio zarpava às 10 h da noite e logo após começarmos à navegar no mar escuro a aurora já cobria o céu inteiro. Ao  adentramos o Troll Fjord (Fiord do Troll), ela pareceu despencar sobre o navio, deixando as dezenas de turistas que estavam no deck externo – na parte de trás –  de queixo caído. Parecia cena de Holywwod, surreal demais até mesmo para um filme de 007. Estávamos  vendo a aurora boreal ao mesmo tempo que navegávamos entre 2 paredões de pedra das montanhas que raspavam o casco do navio que serpenteava aquele fiorde apertadíssimo. Incrível!  O vento gelado queimava o rosto, pessoas em transe olhando pro alto, andavam de um lado pro outro com bebidas na mão enquanto as luzes se misturavam com a fumaça da chaminé do navio. Assim ficamos por algumas horas, meio que sem acreditar que estávamos vivendo 2 grandes maravilhas do mundo ao mesmo tempo. Navegar por entre o mais famoso e estreito fiorde norueguês ao mesmo tempo que víamos a aurora boreal…

 Deck do navio com a aurora boreal

 Navegando com a aurora

  Amurada do navio

 Parecia mentira…

O filme:

  Grupo desembarcando em Tromsø na manhã seguinte.

TROMSØ

Chegamos à Tromsø e por mais 2 noites seguidas novamente tivemos a aurora boreal no céu, o primeiro dia mais forte, o segundo com ela mais fraquinha mas completando um total de 5 dias seguidos com ela no céu, sem falta.

No sexto dia, acordamos cedo e fomos para o nosso tradicional chalé na Finlândia, 3 horas de distância de carro dali, nosso terceiro destino no roteiro.

KILPISJARVI – Vilarejo

Desde o mês anterior, setembro, já havíamos notado que este ano estava mais frio que os anteriores e, ao chegarmos na fronteira da Noruega com a Finlândia, notamos que a temperatura despencou para níveis muito mais baixos do que a média normal para essa época do ano. Estava realmente muito mais frio do que o natural para o outono, tava quase igual aos meses de inverno.

Ainda antes de chegarmos ao chalé a estrada começou a ficar branca, completamente nevada, neve alta, mas fresca, linda, visual clássico de inverno, pinheiros pesados…Certamente havia nevado e nevado muito, poucos dias antes, e a temperatura estava na casa dos 7ºc, 8º c abaixo de 0ºc, o que deixava a neve intacta e linda com o céu azul sem nuvens.

Assim, aquele grupo sortudo estava tendo um pouco de tudo. Havia visto aurora todos os dias até ali, sem sofrer com o frio, havia visto as maravilhas geográficas das montanhas de Lofoten sem nuvens, haviam presenciado a aurora do navio e agora estavam podendo vivenciar a Lapônia branquinha, com neve e um pouco de frio nos últimos dias de viagem. Pacote completo, só faltava uma mega hiper aurora e ela estava por vir… 🙂

Chegamos no chalé, nos acomodamos, fizemos o jantar de boas vindas sempre incluso e tivemos a nossa primeira e única noite “devagar”, ou seja, sem aurora boreal… O tempo deu uma fechada sobre o chalé, eu até sabia que poderíamos achar tempo aberto a 100 km dali, falei isso com o grupo, mas a radiação formadora de aurora estava fraca. Não seria produtivo para aquele grupo – que já havia visto bastante  – e que, dentro dos meus cálculos, provavelmente poderia presenciar uma super aurora boreal nos dias seguintes.

Assim, optamos por descansar, dormir cedo, recarregar as baterias e sugeri aos mais preparados do grupo a opção de um trekking no dia seguinte, subindo o monte Sanaa, uma belíssima montanha de 1050 m que fica ao lado do vilarejo e que, embora não tenha muita altitude, é a segunda mais alta da Finlândia.

SUBIDA DO MONTE SAANA

Na manhã seguinte descansei demais, quase perdi a hora mas encontrei o pessoal empolgado e disposto a fazer o trekking. Eu nunca havia subido a montanha mas em 2 outros grupos anteriores alguns amigos e passageiros subiram, falaram que era cansativo mas sem perigo. A diferença é que não havia neve nas vezes anteriores e dessa vez estava completamente nevado. O vilarejo e os chalés ficam à cerca de 450 m de altura, o cume da montanha a 1050, ou seja, a trilha tem cerca de 600 m verticais, o que não é tanto. Mas é longa, demorada e na neve, fica bem cansativa. Mas, como vi depois, o visual é de tirar o fôlego, não de cansaço, mas de tanta beleza e vale a pena cada passo. Agora, toda vez que eu for irei querer visitar aquele cume! Lindo e sem qualquer perigo! 🙂

O que mais nos orgulhamos em nossa proposta de serviço e pacote de viagem é esta característica completamente diferente das excursões comercializadas por outras empresas que vieram depois e no nosso rastro. Muito embora tenham de algum forma tentado nos copiar, inicialmente  usando roteiro parecido na busca da aurora boreal quando ainda não existia nada parecido no Brasil, tentam mas não conseguem fazer parecido. Mesmo que tenham, até mesmo a  ” cara de pau” de ficar no mesmo chalézinho perdido em uma vila de 80 habitantes que descobrimos anos atrás no meio do nada como se fosse  mera “coincidência” ;   nossa paixão e inovações nunca serão alcançadas! O que fazemos não é apenas um negócio! 😉

Dessa vez, acabamos inaugurando a subida invernal do monte Sanna, que não estava incluso e nem planejado, que não era parte de pacote de excursão, muito menos imitado de algum brasileiro. Pode ser que em breve vocês encontrem em algum roteiro brazuca por aí, mas vai dar canseira física para copiarem essa … Foi um dia lindo, magnífico, sem uma nuvem no céu.  Ao chegarmos lá em cima, pudemos vislumbrar o topo da Lapônia, o coração do ártico europeu, onde se encontra o ar mais límpido do continente. Que visual incrível!

      

Nosso roteiro até aí já contava com muita aurora, passeio e aurora no navio, subida em montanha nevada, chalézinho nevado e o melhor nem ainda havia chegado.

Descemos com uma fome monstruosa, querendo devorar tudo o que havia pela frente e, para nossa surpresa, o pessoal que não foi pra montanha já havia se organizado na nossa ausência e preparou um mega churrasco bem diferente. Carne de rena, de alce e ovelha, novamente, igual ao grupo de setembro.

Como sempre fazemos em nossa ultima noite no chalé, organizamos uma confraternização no spa do anexo do chalé. Tal Spa conta com uma cozinha grande, lareira, banheiros femininos e masculinos, uma mesa que cabem umas 20 pessoas,  sauna mista  grande, jacuzzi coletiva, colocamos som, fazemos comes e bebes e no caso dos últimos grupos, rolou o tal churrasco de carnes exóticas, pizzas, vinhos, cervejas, etc… A cozinha conta com todo tipo de utensílio e facilita muito nossa vida para o evento…

Tradicionalmente, nesta confraternização, sempre mergulhamos no lago congelado – claro que apenas quem deseja –  antes de ir pra jacuzzi, outra atração de nossa viagem, algo inesquecível e único que só nós da GEOTRIP proporcionamos aos nossos participantes.

Agora, em outubro, o responsável pelos chalés esqueceu da gente e não havia cortado o gelo do lago (ele sabe que todos os nossos grupos mergulham) e eu falei com ele que precisava dar um jeito naquilo. Meia hora depois o Sauli, meu amigo finlandês, e também o tal dono do estabelecimento, apareceu cheio de serras e utensílios cujo nome não faço a menor idéia para cortar o gelo do lago para podermos entrar.

Foi incrível, me senti em um documentário da National Geographic serrando o gelo do lago, fizemos um quadrado gigante e voltamos pra confraternização. Eu não bebo mas fui pra sauna, comi bastante e 40 minutos depois resolvi mergulhar para dar aquela moral ao restante do grupo e 21 pessoas que afirmavam com todas as letras que nenhum deles iria entrar de forma alguma. Inclusive, chamei o Sauli, tímido finlandês do interior e morador “do meio do nada” a se junar a nossa farra brasileira. Ele me olhou, deu um sorrisinho, foi na garagem, largou as ferramentas e voltou cheio de vodkas …Entendi nada mas ele gosta muito! Meia hora depois o rapaz estava meio alteradoo, andando calmamente de samba canção em direção ao lago congelado, como se tivesse indo dar um mergulho na praia em pleno verão….enfim….

Saí da sauna sóbrio mas vermelho como um peixe assado, correndo em direção ao lago e, lá chegando, surpresa:

O gelo recém serrado meia hora antes havia gelado novamente, formando uma fina camada na água, tipo lâmina, o que me deixou surpreso e tenso. Sair da sauna à 8 graus negativos, correndo 200 metros no frio pra chegar na água e na hora de mergulhar perceber que a água não é tão liquida assim é complexo. Dei umas cutucadas (meio violentas) no gelo com a sola do pé (sorte ter jogado muita bola descalço) até virar uma espécie de bebida frozen, daquelas de boate, e pronto, lá fui eu em mais um mergulho polar. Na hora que entra parece que a alma sai do corpo, dá um solavanco sinistro, mas depois volta em outro solavanco de retorno, aí basta acelerar o corpo no estilo Usain Bolt das neves e mergulhar na Jacuzzi. Aos poucos vai formigando, o sangue volta e a sensação é maravilhosa. Alívio, sei lá…Mesmo sem beber é bom… Agora, bebendo um vinhozinho deve ser melhor por que depois que eu vou, sempre a galera se empolga, e vai 1, 2, 3 várias vezes e fica nessa brincadeira por um bom tempo como aconteceu nesse grupo e em muitos outros…

Dessa vez vi, inclusive,  presenciei indivíduos nadando e dando braçadas fora da água, no ar, observei cambalhotas na neve, etc….Mas isso foi outra coisa…Melhor deixar pra lá…Mas tenho imagens aqui guardadas…hehehe

Essa atividade incrível do mergulho no lago congelado eu considero uma das mais legais em nossa viagem e tenho orgulho de dizer que nós inventamos isso TAMBÉM no BRASIL, e AINDA não copiaram…:) Quando copiarem provavelmente vai molhar só ate a barriga…..kkkkkkkk

AURORA BOREAL DA JACUZZI

A festa estava rolando, mergulhos sendo feitos no lago congelado, de repente, como se não bastasse, alguém grita:  Olha a aurora!!!

Pronto!

Agora era churrasco de rena, mergulho no lago congelado, champagne, cerveja, cachaça, agua, sauna,coca 0, coca normal, só não tinha mate leão do Rio e chimarrão do Sul… Uma baita aurora boreal dançando sem precisarmos sair dali nem um passo sequer, com todo o conforto. Mais uma vez o pessoal na jacuzzi, quentinho, olhando as luzes no céu.

  

 

Aquele não era meu primeiro grupo vendo a aurora na jacuzzi daquela forma, era a quarta ou quinta vez mas o conjunto de fatores que vinha acompanhando aquele grupo desde o início mostrava que realmente estávamos com uma sorte bem acima da média e aquele dia que havia se iniciado com a subida da montanha havia sido, desde o princípio, inesquecível. Que viagem!

Lembro que naquele dia tirei uma foto da janela do meu quarto e coloquei no Instagram com a legenda – Bom dia.

BOM DIA  da janela do meu quarto!

Na hora de dormir apaguei a luz e fiquei vendo a aurora dançar pela mesma janela e depois de um tempo tive a ideia de tirar outra foto, dessa vez no escuro. Postei com a legenda – Boa noite!

BOA NOITE da mesma janela do meu quarto!

Na manhã seguinte partimos para Tromso animados por que seria nosso ultimo dia de viagem e última busca da aurora boreal.

Tiramos a tradicional foto  na fronteira Finlândia x Noruega assim como sempre fazemos com todos as nossas dezenas de grupos:

Chegamos de volta em Tromsø e aquela última noite era a mais esperada de toda a viagem por nós pois, desde o Brasil estávamos monitorando a atividade solar e sabíamos que haveria a possibilidade de uma forte tempestade geomagnética. Uma aurora boreal extrema poderia estar chegando na terra e iria coincidir com a nossa despedida da viagem,  fechando com chave de ouro .

Antes de chegarmos de volta a cidade pelo Skype recebo um contato do meu amigo pessoal, o brasileiro Francisco Mattos, que reside em Longyearbyen, em Svalbard, a cidade mais ao norte do Planeta. O Francisco possui uma série no Canal Off além de algumas produções para outras Tvs e estaria em Tromsø para me encontrar aquela noite e depois partir para filmar a aurora junto com o amigo Edu mais alguns dias pela Noruega. Não via o Chico a quase 1 ano, quando ele esteve em minha casa em Niterói, não buscávamos a aurora boreal há 2 anos, então seria incrível revê-lo junto com meu grupo em um dia tão especial, com uma aurora que prometia ser forte.

Chegamos no hotel, demos aquela relaxada e as 18 horas toca o Skype, era o Chico na área perguntando onde eu estava e qual era o meu quarto no hotel. Desci na portaria e ele me aparece com uma van muito doida, com uma espécie de cúpula de vidro para observação do céu no teto, com uma cozinha atrás e tudo que se precisa para “sobreviver” alguns dias “caçando aurora no meio do nada…Achei incrível a camper van polar….rs

Reunimos o grupo, apresentei o amigo pro pessoal e assim que escureceu ja fui dar uma pequena olhada no lado de fora do hotel e booommm…  A aurora já estava ali fora, visível do centro de Tromso, bem no meio das luzes da cidade, sem nenhum problema. Significava que estava forte mesmo, que o show já havia começado, começado cedo e que era hora de air correndo dali.

Aurora em cima do nosso hotel CLARION , de frente pro fiorde e catedral, bem no centro de TROMSØ

Fiz a escolha de lugar que já havia imaginado dias antes, o lugar mais próximo de Tromso que tinha o horizonte bem aberto, sem montanhas, onde pudesse colocar o grupo com segurança, sem obstáculos visuais, podendo ver o norte, sul, leste e oeste a noite inteira se necessário… Para lá rumamos e em 40 minutos chegamos.

Como se tivessem desligado o disjuntor a aurora desapareceu. Saltamos das vans e nada, céu límpido, estrelado, e nada de aurora boreal. Onde estava as luzes que havíamos visto do hotel no centro? ca∂ê o show?  Nada….  Quase fiquei envergonhado pois desde o primeiro dia de viagem eu falava para o grupo que aquele seria o dia mais forte e o céu estava completamente apagado. Mas havíamos acabado de chegar, tudo bem…

Passaram 10, 20, 30 minutos e nada mudou. Uma aurora tênue apareceu, ficou um arco normal, fraco, nada demais, e aí sim comecei a ficar meio sem graça pela “semi promessa” que meio sem querer acabei fazendo. Conversei com o Chico, disse que estava achando tudo muito estranho, nossas previsões diziam que em breve estaríamos diante de uma tempestade geomagnética bem incomum e nada acontecia. Os amigos me diziam que em alguns minutos ela viria, por volta das 11 da noite e logo depois a previsão se mostrou correta.

Por volta das 11 da noite o que era um arco sobre o fiorde começou a ficar denso, a tomar força, criar intensidade de luz e se movimentar de forma assustadora e pronto, o seu explodiu.

Arcos em verde, amarelo e muito rosa tremendo e se movimentando como pernas de uma centopeia de um lado ao outro do horizonte, em cima da cabeça a aurora “corona”ou coroa se abria e fechava como grandes flores com nítidos detalhes de suas explosões atômicas em cascata. A cada efeito os gritos e reações das pessoas espalhadas no escuro, na beira do fiorde, por todos os cantos, andando como zumbis perdidos ecoavam como em um sonho. Aquilo era um sonho em que sonhávamos acordados!

Eu já havia visto a aurora forte mais de 100 vezes e já havia concluído que toda vez que vejo uma aurora forte eu acho que é a mais forte da minha vida. Mas, dessa vez, foi diferente…Foi diferente pela intensidade, pelo tempo, pela cor…Tive certeza disso ao ver com mais calma as imagens do video depois..

Ao contrário do que muitas vezes é postado  internet, nosso vídeos são de imagens da aurora boreal em tempo real, exatamente como vemos  em tempo real. Não são sequências de fotos editadas e aceleradas artificialmente como normalmente colocam no youtube e em outras páginas do facebook, como se realidade fossem. Nossas imagem são realmente aquilo que vemos, mas, é claro, sem a mesma nitidez que só a olho nu se pode vivenciar…. Não se deixe enganar por imagens de fotos aceleradas que mostram por aí como se fossem reais pois não são como vemos de verdade! Estas abaixo, são!

Vídeo de aurora extrema abaixo:

Vídeo de aurora sobre o fiorde:

Por algumas horas ficamos por ali, em uma catarse coletiva, todos os 23, contando com o Chico e o Edu, tendo uma das maiores experiências de nossas vidas juntos e ao mesmo tempo, em um canto escuro de fiorde ao lado de uma casinha próxima à Tromso. Mesmo sem ser religioso em um determinado momento lembro de ter ido sozinho para a beira d`agua, de olhar para as luzes e ter feito um agradecimento. Agradeci e mentalizei por poder viver um momento como aquele, um momento que, por si só já vale uma vida inteira. Fomos muito privilegiados!

Assim finalizamos nossa incrível jornada de outubro e do outono, mais uma vez concluindo viagens e roteiro únicos, com experiências peculiares, diferenciadas, onde fugimos com toda nossa força ao clichê das excursões. É disso que nos orgulhamos, isso que nos movimenta.

Nosso trabalho, o serviço que entregamos é completamente diferente de uma excursão, é muito superior, mais legal, mais intenso, não se compara. Nenhuma viagem nossa é igual a anterior exatamente por não ser uma excursão!

Em uma excursão normal em busca da aurora,  normalmente acaba por ser muito rígida e engessada, com horários preestabelecidos de saída e retorno o que, por nossa experiência, podemos afirmar que pode atrapalhar em muito o melhor aproveitamento da viagem. Por isso entendemos ter um produto extremamente diferenciado!

 

Oferecemos serviço exclusivo, alguém sempre tirando fotos para o grupo, filmando com câmeras especiais, indo até o “fim do mundo” se necessário for para ver a aurora. Com a gente, não faltarão Não  festinhas ou fogueira para os mais animados quando bem entenderem, mergulharemos em um lago congelado quando quisermos, ou iremos subir em uma montanha se tivermos vontade.  Passear em uma moto de neve a hora que for também é possível, tudo pode ser resolvido, modificado, conversado e realizado, esse é nosso perfil! 🙂

Até mesmo, se for preciso trocar o roteiro e a cidade, caso o tempo feche por vários dias em uma região, podemos fazer, como já fizemos no passado, algo impensado para uma agência de viagem e excursão padrão. Por isso somos melhores!

Basta olhar nosso videos, nossas fotos, as imagens falam por sí….

Não vendemos simples excursões , vendemos experiência e nosso auxílio como especialistas após uma década mergulhados de cabeça na atividade de buscar e registrar o fenômeno da aurora.

A AURORA NA LUA

Gostaríamos de aproveitar para alertar a todos os nossos queridos seguidores que fiquem alertas para a questão das viagens em busca da aurora boreal com lua. Algumas agências de viagem, pensando apenas em lucrar, viajam com grupos em plena lua cheia ou crescente. Dessa forma arruinam a melhor qualidade de visualização do fenômeno, sem se importar com a qualidade e a realização do sonho do cliente que pagou tão caro pela experiência. Fique ligado, nunca viaje em época com lua, nossos grupos só embarcam com lua nova ou bem pequena, por respeito aos clientes,  a visualização ficas muito mais nítida.

Grande abraço pra vcs que nos leram até aqui.

Daniel Japor

Seguem algumas imagens daquela noite!

 

 

One thought on “Grupo de Outubro de 2017- Aurora Boreal quase todos os dias

  1. Definitivamente a melhor viagem das nossas vidas! Obrigada Daniel, Jonatas e Geotrip por nos proporcionar uma experiência tão incrível. Super recomendo a todos, acompanhados ou não, o grupo se torna sua família naqueles 11dias e são pessoas que vc carregar pra sempre! Bjos Joy e Fabiano

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